Francisco cria a Fundação Papa João Paulo I

O Papa Francisco instituiu a Fundação Vaticana João Paulo I. Quarenta e dois anos após o breve pontificado de 33 dias, o italiano Albino Luciani é lembrado por Francisco ao formar uma fundação para estudos, aprofundamento do Magistério e promoção da figura e seus ensinamentos. Essa é mais uma evidente característica que une Luciani a Bergoglio, dois Papas com desejo reformista de inspiração no Concílio Vaticano II.

Essa é a opinião de Gian Pietro Bontempi, autor de um livro sobre o papa vêneto. “Como eu disse no meu livro: Carisma e Mistério, Biografia do Papa João Paulo I (leia a resenha em Olhar Vaticano), seu magistério de apenas 33 dias foi como um meteorito que iluminou o céu”, declarou. Para o escritor italiano radicado no Brasil “o pensamento profundo do Pontífice será sempre um pilar na doutrina da Igreja”, apesar de seu breve pontificado em 1978. “O Papa Francisco reconhece o valor espiritual da palavra do Papa Luciani”, avalia Bontempi.

O escritor que conheceu Albino Luciani quando criança explica que a fundação “além de preservar o patrimônio cultural e religioso do Pontífice, funcionará como centro cultural internacional ativo em congressos, palestras e novos estudos com o objetivo de manter atual e viva a figura do grande Papa que está no processo de beatificação”.

Papa João Paulo I no Brasil
Antes de se tornar Papa, Albino Luciani visitou o Brasil quando era cardeal e Patriarca de Veneza, em 1975. Essa visita e outras visitas estão no texto exclusivo de Olhar Vaticano As viagens dos Papas ao Brasil.

A estrutura da Fundação
A Fundação é presidida pelo Secretário de Estado do Vaticano Pietro Parolin e tem como vice-presidente e coordenadora do Comitê Científico a jornalista Stefania Falasca. O organismo foi criado pelo Papa Francisco em fevereiro de 2020 e seus primeiros membros nomeados em agosto deste ano pelo cardel Parolin.

Em artigo publicado pelas mídias vaticanas, o cardeal italiano número dois na hierarquia escreveu: “A história de Albino Luciani é a de um pastor próximo do povo, centrado no essencial da fé e com uma extraordinária sensibilidade social. O seu magistério é atual. Proximidade, humildade, simplicidade, insistência na misericórdia de Deus, amor ao próximo e solidariedade são as suas características salientes”. Notáveis características que aproximam João Paulo I de Francisco.

Foram nomeados membros do Comitê Científico: Carlo Ossola, filólogo e professor do Collège de France, em Paris; Darío Vitali, Ordinário de Eclesiologia e diretor do Departamento de Teologia Dogmática da Pontifícia Universidade Gregoriana; Monsenhor Gilfredo Marengo, ordinário de Antropologia Teológica e vice-presidente do Pontifício Instituto Teológico João Paulo II para as Ciências do Matrimônio e da Família da Pontifícia Universidade Lateranense; Mauro Velati, colaborador da Fundação para as Ciências Religiosas João XXIII e da causa de canonização de João Paulo I; Diego Sartorellli, diretor da Biblioteca e Arquivo Histórico do Patriarcado de Veneza; e Loris Serafini, arquivista e diretor do Museu Albino Luciani da cidade italiana de Canale d’Agordo.

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